Às vezes são auto-impostas.
Sabe quando chega a hora de ser mais forte do que antes...
de ser mais você sem deixar de ser o outro.
Sabe quando é necessário encontrar entre as nuvens um caminho real...
de deixar de ver o passo do após como mero talvez.
Sabe quando o dia de ontem já não nos diz tantas coisas...
e os medos deixam de ser tão suntuosos.
Sabe quando as decisões antes esquecidas na gaveta do quarto...
tornam-se a nota mais promissora do jornal.
Sabe quando a fuga já não é a melhor escolha...
e é preciso de um novo jeito para se dizer o velho "não".
Sabe quando você esbarra nas correntes que te prendem...
e descobre, sem querer, que já não é tão preso assim.
Sabe quando você começa a enxergar o visível...
e é forçado a separar do coração a visão.
Não é raro perceber que você é bem mais do que sempre imaginou.
Subjugou-se a sua própria incompreensão...
imaginando o que na verdade não seria.
Descobriu-se outro,
sem perceber que de fato... os fatos nem foram aqui mudados.
[Rodolfo Lima]
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